para telecomando e captação de dados para controlar à distância rede de 17 poços profundos, 5 centros de reservação e distribuição, e 370 quilômetros de rede de dutos, cortando custos ambientais e de produção de água para os 87 mil habitantes da cidade
A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul S/A está em contagem regressiva para colocar em operação na cidade de Três Lagoas, em janeiro próximo, um dos mais modernos complexos de automação do sistema de abastecimento de água do estado. Licitado no primeiro semestre de 2008, o sistema foi desenvolvido e vem sendo implantado para assegurar à Sanesul um alto nível de gerenciamento da rede de captação, tratamento, reservação e distribuição de água potável às mais de 29 mil residências e empresas conectadas à rede, beneficiando pelo menos 87 mil habitantes.
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Além da redução de perdas de água, Sanesul ganha dados para otimizar planejamento operacional
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Totalmente automatizado, o sistema permite que tanto a captação de dados quanto o comando dos equipamentos de campo sejam realizados à distância, em tempo real, através dos servidores e terminais do novo Centro de Controle Operacional instalado na cidade. No CCO, dados capturados automaticamente nos 17 poços profundos perfurados no aqüífero Guarani, que abastecem o município, são mesclados a informações captadas por centenas de sensores implantados ao longo de cinco centros de reservação e distribuição, além de estações de fluoretação e cloração e de aproximadamente 370 quilômetros de dutos da rede de distribuição.
Por meio de transmissores semfio, operando na faixa de 900MHz, são eos dados são enviados de campo por uma malha de míni-centrais automáticas, todas dotadas de Controladores Lógicos Programáveis que fazem o gerenciamento local dos equipamentos e da rede de sensores. Os mesmos CLPs recebem do CCO instruções para acionamento de motobombas e dos demais equipamentos de campo. A intenção da Sanesul é diminuir o nível de perda de água retirada dos poços, que antes chegava a 32%, e em paralelo economizar energia elétrica, produtos químicos e os próprios equipamentos, por meio de sistemas de controle de uso, manutenção preventiva e previsão de falhas.
“Trata-se de um sistema destinado a dar maior sustentabilidade ambiental e de negócios, a um mesmo tempo, à totalidade da rede municipal de abastecimento”, explica Tiago da Silva Rodrigues, Coordenador de Engenharia, que gerenciou o projeto.
Com produção máxima de 332 mil litros de água tratada por segundo, até então o sistema de abastecimento de Três Lagoas não dispunha de instrumentos para obtenção automática de dados de níveis de reservatórios, vazões das elevatórias e pressões nas redes, entre outras variáveis que dão ao controlador de processos visualização em tempo real de parâmetros.
A partir da entrada em operação da obra, além dos parâmetros de controle tanto no CCO quanto na intranet da empresa, a Sanesul terá armazenagem de dados históricos da rede, fundamentais para maior eficácia do planejamento de operações. Além disso, contará com redução significativa de perdas de água que, em boa parcela, se devem à falta de controle centralizado da operação, de válvulas de controle em adutoras e de macromedidores. Sem isso, a maior parte das perdas ocorria por extravasamentos em reservatórios.
Fonte: Vector
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
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