sábado, 31 de outubro de 2009

Marco Regulatório Civil da Internet

A população brasileira já pode contribuir para a regulação da Internet no País. O Ministério da Justiça lançou nesta quinta-feira (29) o Marco Regulatório Civil da Internet, uma consulta pública em formato de blog que vai definir os direitos e responsabilidades básicas no uso da rede mundial. O processo busca criar regras para orientar as ações de indivíduos e organizações que utilizam a web.

A intenção do marco civil, de acordo com dados do Ministério da Justiça, não é restringir o acesso ou uso da Internet. Também não se pretende normatizar localmente aquilo que depende de harmonização internacional para funcionar. A idéia é definir diretrizes para a ação governamental – tanto no que diz respeito à regulação quanto no que tange a formulação de políticas públicas para a Internet. A proposta é reconhecer, proteger e regulamentar direitos fundamentais dos indivíduos, bem como estabelecer com clareza a delimitação da responsabilidade civil de quem atua na rede como prestador de serviço.

Na avaliação do ministro da Justiça, Tarso Genro, a iniciativa de consultar a população é um instrumento de ampliação da democracia no Brasil. “O marco é uma metodologia de construção para que garantir a expansão da liberdade e da democracia dentro da Internet. Isso não significa qualquer contemplação para o delito ou uso da Internet para fins ilegais. Significa ampliar o potencial de liberdade via informação e produção de cultura através da Internet”, ressaltou.

O documento também vai servir para estabelecer diretrizes legais que permitam ao judiciário atuar com precisão e de forma fundamentada para a resolução de conflitos envolvendo a utilização da rede. Alguns temas, como direitos autorais, comunicação de massa e questões criminais, ficarão fora do debate, por já terem discussões estruturadas.

“Estamos partindo do pressuposto que a participação popular pode enriquecer o processo de construção de nossas leis. O conhecimento coletivo e voluntário pode – e deve – ser usado para aperfeiçoar a elaboração legislativa em nosso país”, destaca o secretário de Assuntos Legislativos, Pedro Abramovay.

O lançamento da consulta aconteceu na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, com a presença do ministro da Justiça, Tarso Genro, além de representantes do Ministério da Cultura, Congresso Nacional, Comitê Gestor da Internet no Brasil e de organizações da sociedade civil. A iniciativa do projeto é da Secretaria de Assuntos Legislativos, do Ministério da Justiça, em parceria com a Escola de Direito do Rio de Janeiro da FGV.

Como será o processo

A elaboração do marco ocorrerá em duas etapas. A primeira terá duração prevista de 45 dias com um debate em torno de idéias, princípios e valores. O blog apresenta um texto base contextualizando os principais temas pendentes de regulação e cada parágrafo estará aberto para inserção de comentários.

Cada participante também poderá votar para ranquear, positiva ou negativamente, as contribuições dos demais. Esses votos não significarão, necessariamente, a inclusão ou exclusão de determinado tópico do debate. Servirão para nortear a equipe de redação sobre as preferências, opiniões e interesses dos participantes, contribuindo para a formulação da proposta.

Como resultado dessa discussão coletiva, o texto será aos poucos modificado. Novos parágrafos, tópicos ou eixos poderão ser incluídos, conforme a demanda, pertinência e desdobramento das discussões. Essas modificações e inclusões serão notificadas por meio do blog. Ao final da primeira etapa, será elaborada uma proposta de anteprojeto de lei, que levará em consideração os debates realizados.

Na segunda etapa, a discussão terá o mesmo formato, mas ocorrerá em torno da minuta de anteprojeto de lei. Mais uma vez, cada artigo, parágrafo, inciso ou alínea estará aberto para apresentação de comentário por qualquer interessado. Também os foros de discussão serão usados para o amadurecimento de idéias e para uma discussão irrestrita. A duração desta fase do processo será de mais 45 dias.

O endereço do blog, onde ocorrerão os debates públicos durante a consulta, é www.culturadigital.br/marcocivil. As discussões também podem ser acompanhadas pelo twitter: www.twitter.com/marcocivil.


Fonte:
Engº Zenon Lopes Rodrigues
Consultor e Gerente de Projeto

Rede Estadual de Inclusão Digital - REID MS

www.reid.ms.gov.br
Secretaria de Desenvolvimento do Centro Oeste
Ministério da Integração Nacional

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Depois de Bonito, Dourados pode ser o segundo Município a implantar uma Cidade Digital no MS.

Com a aprovação de 100% pelos ministérios da Ciência e Tecnologia, da Integração Nacional e com a pré-aprovação das comissões da Secretaria Nacional de Segurança Pública, o projeto de implantação da Cidade Digital está a um passo se se tornar realidade em Dourados.

No inicio do mês de outubro, os vereadores Dirceu Longhi, Aurélio Bonatto e o secretário de Serviços Urbanos, Marcelo Hall, estiveram em Brasília, acompanhados do deputado federal Vander Louber para viabilizar os recursos para a implantação da Cidade Digital. De acordo com os mesmos, os recursos previstos (R$ 5 Milhões) pssibilitarão,inclusive, a implantação do sistema de videomonitoramento de segurança na cidade. Segundo Bonatto a cidade já recebeu as visitas de averiguação e acredita que até o início do próximo ano seja iniciada a implantação da Dourados Digital.

Para o Secretário Marcelo Hall, a vinda desse projeto mostra o potencial de articulação política dos representantes do município.
" A concretização da implantação da Cidade Digital mostra a disponibilidade e vontade dos nossos politicos de trabalharem por melhorias para a população douradensse", enfatizou.

Segundo o deputado federal Vander, O projeto foi munto elogiado em Brasília , pois abrange vários seviços de modernização tecnológica cobrindo desde serviços de videomonitoramento de segrança e trânsito, instalação de cabines para acesso público até internet gratuita para a população que, a partir de uma senha pessoal, terá total acesso à internet e poderá navegar gratuítamente. O projeto inclui, ainda, muitos outros serviços da prefeitura. "Na prática, é só imaginar uma estrada,que, ao invés de servir para transportar pessoas, servirá para transportar as informações para essas pessoas, destacou.
Entre muitos outros.


Fonte:
Engº Zenon Lopes Rodrigues
Consultor e Gerente de Projeto
Rede Estadual de Inclusão Digital - REID MS

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

credenciamento de profissionais para prestacao de servicos

O CentroDesignRio inicia processo de credenciamento de escritórios e profissinais do Estado do Rio de Janeiro para prestação de serviços de design para micro e pequenas empresas. Os profissionais deverão ter formação e experiência comprovadas nas sub áreas:

  • Desenho Industrial;
  • Design Gráfico;
  • Tecnólogo em Design Gráfico;
  • Design de Moda;
  • Design de Interiores;
  • Design de Jóias
  • Arquitetura;

As inscrições deverão ser feitas pelo site www.centrodesignrio.com.br , onde também constam os requisitos para credenciamento. O período de inscrição vai até 16/11/09. O processo seletivo consta de três fases:

  1. análise documental,
  2. análise de portfolio
  3. avaliação de habilidades através de entrevistas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Projeto BH Digital conectará 95% da capital mineira à internet gratuita

Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, terá conexão e infraestrutura de banda larga em órgãos públicos, telecentros, associações e espaços públicos de grande circulação de pessoas. O Projeto BH Digital será inaugurado nesta quarta-feira (21) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro das Comunicações Hélio Costa, na cidade mineira.

O Projeto BH Digital faz parte do programa de inclusão digital do governo federal e é uma parceria com a prefeitura de Belo Horizonte. De acordo com o ministro Hélio Costa, foram investidos no projeto mais de R$ 4,5 milhões, sendo que deste total o Ministério das Comunicações aplicou diretamente R$ 3,7 milhões em recursos. O restante foi a contrapartida da prefeitura municipal.

A iniciativa do governo federal e prefeitura municipal vai garantir conexão em infraestrutura de acesso à internet em banda larga sem fio beneficiando cerca de 100 mil estudantes, mais de 250 associações de bairros, igrejas, ONGs e a 50 órgãos públicos da administração pública municipal. O Projeto BH Digital permitirá às comunidades com alto índice de vulnerabilidade social e à população em geral o acesso gratuito à rede mundial de computadores. A ideia é conectar telecentros, escolas, centros de saúde, bibliotecas, centros de cultura e órgãos da prefeitura.

A área de cobertura da rede de comunicação é de 340 quilômetros quadrados, o que abrange cerca de 95% de Belo Horizonte, e atende inclusive locais de grande concentração popular, como o Parque Municipal, Praça da Liberdade e Rodoviária.

Nessas 13 áreas, a instalação de pontos de conexão permite o acesso livre à população em geral, que poderá navegar na internet por até duas horas por dia utilizando equipamentos de informática, como notebooks, netbooks e smartphones, por exemplo. Até 2012, a previsão é que esses pontos de acesso cheguem a 50 locais de Belo Horizonte.

Pontos - Segundo o Ministério das Comunicações, a cada ponto de inclusão digital serão conectados em média dez computadores. A previsão é atender 1.300 usuários por mês, e 520 mil usuários simultâneos no mesmo período, totalizando 4 mil computadores conectados.

Cerca de 400 órgãos públicos e entidades localizadas no município, como associações de bairro, igrejas, organizações não-governamentais, escolas e postos de saúde, dentre outros estão conectados. De acordo com o ministro Hélio Costa, até 2012 serão mais de 600 órgãos públicos e entidades ligados à rede mundial de computadores.

A infraestrutura da rede sem fio garantida pelo projeto em Belo Horizonte é composta por nove estações de rádio base central, com torres de 30 metros de altura distribuídas pelo município. O acordo de cooperação da prefeitura com o Ministério das Comunicações permite que ambulâncias tenham conexão à rede de seus equipamentos de voz, dados e imagem.

O Projeto permite, na área de segurança pública, a instalação de cerca de 500 câmeras de vídeo em edifícios públicos com transmissão em tempo real. Assegura, ainda, o monitoramento simultâneo de três mil ônibus, permitindo o controle dos bilhetes de viagem. O tráfico da cidade ganhou dispositivos móveis para controle e monitoramento, com o funcionamento de 520 semáforos sem fio.

Estima-se que a rede permitirá a substituição de cinco mil linhas telefônicas comuns por outras baseadas em voz sobre IP, que é o roteamento de conversa usando a internet.


Engº Zenon Lopes Rodrigues
Consultor e Gerente de Projeto
Rede Estadual de Inclusão Digital - REID MS

terça-feira, 20 de outubro de 2009

BRANDING 3.0

"O Branding 3.0 é uma abordagem que estamos construindo de forma coletiva, estudando muito, compartilhando saberes, debatendo e formando nossa rede.

Acreditamos que a soma da investigação de branding, que traz aspectos sutis, intangíveis e emocionais, aos aspectos mais técnicos, hoje abordados de forma independente por consultorias de negócios e sustentabilidade, pode trazer uma análise muito mais completa e genuína para as marcas.

A idéia é colocar a lente econômica, social, cultural e ambiental para avaliar o posicionamento das marcas no atual paradigma de negócios e, num mergulho profundo, rever sua essência, seu propósito, sua razão de ser.

Depois de um grande diagnóstico, colocar a lente de cada marca, que é única, e reposicioná-la no novo paradigma de negócios, que precisa gerar valor sustentável para as pessoas, as empresas e o planeta.

Por seu caráter multidisciplinar, esse Branding 3.0 vai formar uma rede de pessoas, parcerias e saberes 100% adequados às necessidades de cada marca. Por seu caráter integrador, vai construir uma bússola e instrumentalizar os públicos estratégicos de cada marca, ajudando-os a serem muito mais eficazes e alinhados.

Cada marca vai encontrar seu caminho para o futuro, sem seguir as cartilhas verdes ou sociorresponsáveis, ao contrário, cheias de personalidade, trazendo seus melhores talentos e competências, sua potência essencial.

Muitas vezes, nossa grande inspiração virá da natureza, dos bionegócios, em que os ecossistemas são regidos pela lógica de que cada ser dá um pouco de si e recebe um pouco dos outros, gerando benefícios para todos.

Só assim teremos um futuro feito de diversidade, interdependência e relações ganha-ganha."

Fonte e vídeo: www.branding30.com.br/sobre-o-branding-30/

Projetos cenográficos incríveis no Boomspdesign

domingo, 18 de outubro de 2009

UMA DOSE DE VERDADE PARA NOS TRAZER A REALIDADE.

Documentário de Simon Hartog produzido em 1993 pelo canal 4 da BBC. O documentário discute o poder da rede Globo e teve sua exibição proibida no Brasil.

Se não assistiram por favor assistam e repassem.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

1ª. Cidade Digital no Brasil – SUD MENNUCCI SP – 7.500 habitantes

INCLUSÃO DIGITAL


O projeto surgiu da necessidade da administração pública em reduzir gastos com a conexão à internet. Em 2002, o Prefeito da época, verificando os gastos elevados com telefonia para conexão à internet, pois a conexão era discada e por interurbano, solicitou ao Técnico de Informática uma solução.
Como não se tinha provedor de internet na cidade fazíamos ligações interurbanas para acessar o provedor na cidade vizinha de Pereira Barreto. Posteriormente, chegou o iG em Andradina, mas as ligações interurbanas continuavam. Portanto, pagava-se um provedor e o tempo de conexão interurbana.
Para tentar reduzir este custo, o Técnico de Informática da Prefeitura e o Gerente de TI da Usina de Açúcar e Álcool da cidade, estudaram alternativas e sugeriram ao Prefeito, que a administração comprasse um link de uma operadora e distribuísse a conexão pela administração.
Uma primeira solução foi encontrada, mas surgiu um segundo problema que era a distribuição do sinal para as Secretarias e Setores fora do paço municipal.
Haviam 02 (duas) alternativas, interligar por fibra óptica ou fazer uma conexão wi-fi. Por questões de custo, decidiu-se pela conexão wi-fi na freqüência 2.4 Ghz. A fibra óptica custava em torno de R$ 9,00 o metro e a tecnologia wi-fi, ainda estava começando a ser divulgada. A solução wi-fi foi adotada em 2002.
Os equipamentos ainda não eram apropriados para distribuir sinal “out door”, mas com criatividade, foi utilizado assim mesmo (equipamento "in door"). Foi utilizado um desktop comum para gerenciar a distribuição do sinal e rádios para distribuir sinal "in door". Para aquele momento, o sistema funcionava bem. O custo de R$ 18.000,00 de implantação na época (2002).
Como sobrava banda do link adquirido, a partir de 2003, a Prefeitura resolveu liberar o sinal também para a população. Como pode ser observado no quadro abaixo, em setembro de 2003, tínhamos 10 pontos cadastrados para receber o sinal wi-fi.
Isto se deve ao custo de implantação da tecnologia, pois na época, uma antena wi-fi custava em torno de R$ 1.000,00 mais a placa de rede wireless e cabos. Ainda era uma tecnologia para poucos.
Com a popularização da tecnologia e a redução no custo de aquisição dos equipamentos, a universalização do acesso à internet foi se viabilizando para a população mais simples.
Em fevereiro de 2005, a Assessora de Comunicação contratada pela Prefeitura leu um artigo do jornalista Elio Gaspari e escreveu para ele do "case" de Sud Mennucci. Ele se interessou pelo assunto e no dia 29/01/2005, escreveu o artigo "Uma história brasileira de sucesso" em sua coluna no jornal Folha de São Paulo.
Foi a partir desta publicação foi reconhecido a importância desta ação e a necessidade de divulgar e compartilhar este conhecimento prático, do uso da tecnologia, a outros municípios em prol da comunidade.
Em novembro de 2005, foi feito um “up grade” no sistema da Prefeitura e os equipamentos antigos, foram instalados no Distrito de Bandeirantes D'Oeste, distante da sede do município 20 km. Foi utilizado o mesmo conceito da Prefeitura, isto é, um link "desce" na sub-prefeitura e um computador distribui o sinal através de rádios e antenas, para a comunidade.
Em junho de 2007, o sistema ficou sobrecarregado novamente (600 pontos cadastrados em Sud Mennucci) e foi projetado uma reestruturação, com novos servidores (03 servidores IBM), antenas Pluton de maior alcance e rádios Orbitel, para a comunidade na freqüência 2,4 Ghz e 5,8 Ghz para a nova rede da administração. A torre também foi trocada para uma com 40 metros de altura. O custo deste novo "upgrade" foi de R$ 82.000,00. Hoje a Prefeitura tem capacidade para atender 1.500 pontos de acesso.

Fonte:Eng. Frederico Valente
Diretor de Promoção de Investimento - DPI
Secretaria de Desenvolvimento do Centro Oeste
Ministério da Integração NacionalFoto: Wikimedia


São Paulo lança banda larga popular a até R$29,80


O governo do estado de São Paulo lançou hoje um programa de banda larga, em parceria com as operadoras, que cria planos de até R$29,80 por mês e que já incluem modem, instalação e provedor — e qualquer um pode comprar. Ainda não seremos a Finlândia, mas a proposta é muito boa!

Em troca de incentivo fiscal, as operadoras fixas e de celular poderão lançar planos com velocidade de 200Kbps a até 1Mbps abaixo dos R$30. O plano popular só vale para pessoas físicas, e se você quiser mudar do seu plano atual para o popular, você pode — mas tem que pagar R$100 de multa. Outro custo é a assistência técnica: R$ 50 se o dano for causado pelo usuário.

Só que o programa não prevê nem taxa de habilitação, nem multa por cancelamento, e nem prazo mínimo de serviço (fidelização). O que talvez dificulte a adesão de muitas operadoras, porque elas vão ter que cortar custos (por exemplo no modem) para chegar a um preço tão baixo. Por enquanto, só a Telefônica topou, com um plano de 250 kbps por exatos R$29,80, que será vendido a partir de 9 de novembro. A NET disse que ainda "vai estudar a melhor maneira de utilizar o benefício". A Vivo deve lançar um plano popular até o fim do ano. A TIM está analisando o decreto, assim como a Oi. E a TVA, fornecedora do serviço Ajato, falou que está fora, por ter parceria com a Telefônica.

Provavelmente os planos que vierem serão como o da Telefônica: cobrando quase R$30 por uma velocidade próxima do limite mínimo de 200Kbps. Sim, a velocidade é pouca, não é banda larga de fato. Mas acho bastante positiva esta parceria: sem ela, talvez estes planos econômicos nem existiriam, e obrigam as operadoras a pensar em como oferecer planos mais em conta.

E temos que lembrar o público-alvo deste programa: não são os heavy users, que baixam gigabytes de torrents todo dia — é um dos 2,5 milhões de lares paulistas que têm PC mas não internet, e que querem navegar pela web e usar e-mail, Orkut e MSN. 200kbps para fazer isso está de bom tamanho.

FONTE:G1; foto de maiatoji

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Telhado muda de cor e economiza energia



Alunos do MIT desenvolvem telhas que ficam pretas ou brancas dependendo da temperatura ambiente.

Quem já parou o carro na rua em dia de Sol forte sabe bem que as superfícies pretas absorvem calor de forma muito eficiente. Por outro lado, superfícies brancas refletem a luz e esquentam menos.

Nesse contexto, um telhado escuro pode ajudar uma casa permanecer quente no inverno, diminuindo gastos com o aquecimento. No entanto, no verão, é definitivamente uma péssima idéia ter telhas pretas, já que faria o ar condicionado funcionaria a todo vapor. Para estações mais quentes, uma cobertura clara seria bem mais recomendável.

Pensando nisso, os estudantes do Massachusetts Institute of Technoly criaram a Thermeleon, telha capaz de mudar de cor para aproveitar melhor o calor e economizar energia.

O material, como o próprio nome diz, reage à temperatura, se tornando branco quando está quente e preto quando está frio e é necessário absorver o calor – daí ele ter sido batizado em homenagem ao camaleão.

As medidas de laboratório mostram que, no estado branco, as telhas refletem 80% da luz do sol que infringe sobre elas. Escuras, refletem apenas 30%. Isso significa que, no verão, elas poderiam salvar até 20% dos gastos atuais com ar condicionado.

As telhas são feitas com um polímero comum comercial em uma solução de água. Essa solução está encapsulada entre camadas de vidro e plástico e com uma camada escura atrás.

Quando a temperatura está abaixo de um certo nível (que pode ser escolhido pela variação da fórmula) o polímero permanece dissolvido, e o fundo escuro aparece. Quando a temperatura sobe, o polímero se condensa e forma pequenas gotas, que refletem a luz e produzem uma superfície branca.

Ainda sem planos de comercialização, a telha do MIT deve sofrer algumas alterações em uma nova versão e seguir para uma bateria de testes de durabilidade.

FONTE: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/telhado-muda-de-cor-e-economiza-energia-09102009-10.shl

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

ESCLARECIMENTOS SOBRE AS ACUSAÇÕES CONTRA O MST

Diante da repercussão dos últimos episódios que envolvem o MST, queremos esclarecer os fatos e questionar algumas “verdades” apresentadas na mídia burguesa sobre a ocupação da fazenda grilada pela multinacional Cutrale, no interior de São Paulo.



A ocupação

No dia 28 de setembro, cerca de 250 famílias sem terra ocuparam pela terceira vez uma área de aproximadamente 3 mil hectares, grilada pela empresa transnacional de sucos Cutrale. A mobilização pretendia fazer pressão para que o governo federal agilizasse a retomada das áreas griladas (pertencentes a União) e efetuasse o assentamento das famílias acampadas na região.

Logo após a ocupação, os trabalhadores rurais iniciaram a organização do acampamento. Como forma de denúncia, as famílias derrubaram cerca de 3 mil pés de laranja – que representam o grilo – para, no lugar, plantar alimentos. Alimentos estes que poderiam ser produzidos se lá não tivessem mais de um milhão de pés de laranja.

Se, neste momento, por conta das imagens repetidas exaustivamente e da ausência das informações da situação da luta pela terra na região, parte da sociedade e daqueles que sempre apoiaram nossa luta, reprovam essa forma de protesto, afirmamos que compreendemos e que estamos a disposição para quaisquer esclarecimentos.

Somos os primeiros e mais interessados em fazer com que as terras agrícolas realmente produzam alimentos. No entanto, não podemos nos calar enquanto terras públicas continuarem sendo utilizadas em benefício privado; enquanto milhares de famílias sem terra continuarem vivendo na beira de estradas, debaixo de lonas pretas. A produtividade da área não pode esconder que a Cutrale grilou terras públicas. Aos olhos da população, por mais impactantes que sejam, as imagens não podem ocultar que uma multinacional extrai riqueza de terras griladas. Mais do que somente esclarecer os fatos, é preciso entender a complexidade e a dimensão da luta pela terra naquela região.

O MST está presente na região de Iaras desde 1995. Ao passo que o enfrentamento aos latifúndios ia avançando, mais famílias se organizavam nos acampamentos – algumas delas já acampadas há quase dez anos. Com a confirmação de que o Complexo Monções, uma área de mais de 100 mil hectares, é terra pública pertencente a União, uma pequena parte dele foi destinado a Reforma Agrária e algumas famílias assentadas. Mas ainda existem 450 famílias a espera de terra.

Por que elas não são assentadas nos outros 90 mil hectares restantes? Será que é por que todas as áreas que ainda poderiam ser retomadas são terras públicas que estão sendo utilizadas indevidamente por grandes empresas multinacionais como a Cutrale?

É dever do Incra e do governo federal arrecadar terras públicas, patrimônio do povo brasileiro, para atender as famílias sem terra, sem que seja necessário ir ao extremo da necessidade humana em permanecer mais de 10 anos sob lonas, na chuva, no frio, no sol forte em beiras de estradas, para nelas produzir alimentos saudáveis e fazer cumprir a função social prevista na Constituição.

Aliado a tudo isso, há também a forte atuação do Poder Judiciário para emperrar o processo de Reforma Agrária. É preciso chamar a atenção para a decisão da Justiça Federal de Ourinhos (SP) que, em agosto, decretou a extinção do processo em que o Incra reclama a fazenda como terra pública. A Justiça alegou que o Incra, órgão federal responsável pela execução da Reforma Agrária, é ilegítimo para reivindicar a área. Quem poderá fazê-lo então?

Esperamos que essa decisão judicial, um exemplo dos entraves existentes para impedir o avanço da Reforma Agrária em nosso país, seja revertida nas instâncias superiores do Poder Judiciário. Queremos saber por que uma fazenda grilada não pode ser destinada a Reforma Agrária?


A depredação da fazenda

Repudiamos a versão construída para responsabilizar o MST pela depredação da fazenda. Admitimos que, assim como derrubamos pés de laranja, fizemos algumas pichações para deixar registrado o nosso protesto contra a grilagem da área. Porém, estamos sofrendo acusações e queremos esclarecer que:

  • Destruição e roubo das casas: logo após a ocupação, em acordo com os trabalhadores que moram na fazenda, as casas foram desocupadas e trancadas. Mais tarde, alguns deles decidiram retirar seus pertences de dentro da área. Em todas as nossas ocupações sempre respeitamos os trabalhadores e zelamos por sua segurança.
  • Depredação de tratores: uma empresa com esse porte possui oficina mecânica dentro das fazendas e, portanto, faz a manutenção das suas máquinas dentro da própria área. As imagens mostram tratores e peças que já estavam abandonadas e desmontadas antes das famílias chegarem lá. Quem tem que responder pelo estado dos equipamentos é a Cutrale e não o MST.
  • Roubo de combustíveis e venenos: como seria possível as famílias furtarem 15 mil litros de combustíveis e toneladas de veneno sendo escoltadas pela PM e transportadas em cima de uma carroceria de caminhão?

Essas acusações são infundadas. Como tudo isso poderia ter sido feito por famílias que estiveram o tempo todo cercadas pelas tropas da Policia Militar, sempre munida de câmeras filmadoras, com apoio de helicópteros e que no despejo foram colocadas em cima de dois caminhões da própria multinacional Cutrale?

Não cometemos aqueles atos de vandalismos e exigimos que os mesmo sejam identificados e punidos. Se às vezes acontecem excessos isolados em nossas ocupações, buscamos avaliá-los e corrigi-los. Diante do conflito estabelecido na hora do despejo, os integrantes do MST não puderam acompanhar a entrada da PM na fazenda após a desocupação. O que realmente aconteceu após a saída das famílias acampadas?

Por que tendo recebido imagens da destruição dos pés de laranja ainda no dia 28 de setembro, somente no dia 5 de outubro a Rede Globo resolveu exibi-las e fazer de forma tão apelativa?

Os representantes do agronegócio e a bancada ruralista precisavam de algum argumento que justificasse mais uma tentativa de instalação de uma nova CPI contra o MST. Com isso, a verdadeira intenção, é inviabilizar a atuação de um movimento social que há 25 anos luta pela terra no Brasil.

Convidamos toda a sociedade, cidadãos e cidadãs brasileiros, autoridades e parlamentes, para visitar a região, a área ocupada, conversar com as famílias acampadas e tirar as suas conclusões.

São Paulo, 9 de outubro de 2009.

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA

DIREÇÃO ESTADUAL/ SP

imagem: lingua de trapo

sábado, 10 de outubro de 2009

Concurso URBAN ARTS / ZUPI : RETRORIZE!



fonte: http://www.designontherocks.com.br/

Acesso a internet custará preço de ligação local, mesmo em cidades sem provedor

A Comissão de Infraestrutura do Senado aprovou, em decisão terminativa, o projeto de lei que exige a aplicação da menor tarifa cobrada pelas operadoras para ligações locais, quando as chamadas forem efetuadas a partir de terminais fixos e se destinarem a provedores de acesso à internet.

O projeto (PLS 317/05) determina ainda que o valor pago será estipulado com base em todos os planos de serviços, básicos ou alternativos, independentemente das condições e requisitos de participação ou das regras do plano e levando em conta ainda quaisquer descontos oferecidos pela operadora.

Nos municípios que não têm provedores de acesso à internet, as operadoras deverão garantir às ligações para os provedores a mesma qualidade das demais ligações interurbanas. Quem infringir essas normas poderá ser punido com pena de detenção, de um a quatro anos, ou multa, além de sanções civis e administrativas aplicáveis.

“Não se pode falar em inclusão digital sem acesso universal à internet”, defendeu o autor da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que explica o projeto como uma tentativa de viabilizar a inclusão digital nas pequenas localidades e propiciar a interação dessas comunidades ao resto do mundo nas mesmas condições de que gozam os moradores dos grandes centros urbanos.

Se não houver recurso para votação no plenário do Senado, o projeto segue direto para a Câmara dos Deputados.


FONTE:
Engº Zenon Lopes Rodrigues
Consultor e Gerente de Projeto
Rede Estadual de Inclusão Digital - REID MS
www.reid.ms.gov.br

LTE disputa com WiMAX para ser reconhecido como 4G na UIT

Os parceiros da 3GPP, que une mais de 370 empresas líderes em tecnologia móvel, submeteram formalmente à União Internacional de Telecomunicações (UIT) no último dia 07/10, a proposta de que o Long Term Evolution (LTE), assim como o LTE Advanced, sejam avaliados como candidatos para o IMT-Advanced.

“Estamos virando uma página da indústria sem vio com o envio de propostas para uma verdadeira tecnologia 4G, que será oficialmente chamada IMT-Advanced, e que estão sendo apresentadas nesta semana na reunião da União Internacional de Telecomunicações (UIT), em Genebra”, declarou o presidente da 3G Americas, Chris Pearson. A entidade representa a família de tecnologias GSM, inclusive LTE, e participa do projeto de parceria de terceira geração (3GPP, na sigla em inglês).
“A UIT-R (setor de radiocomunicações) é a organização reconhecida que produz a definição oficial dos sistemas wireless de quarta geração (4G), chamada IMT-Advanced, e como parte da família de tecnologias 3GPP é muito excitante ver que o LTE Advanced foi apresentado”, disse Pearson.

O 3GPP adotou os requerimentos de IMT-Advanced numa versão do LTE, chamada de LTE Advanced ou E-UTRA (Evolved Universal Radio Access), cujas especificações podem estar disponíveis em 2011. Outras tecnologias também são candidatas ao IMT-Advanced, como uma versão móvel do WiMAX (Mobile WiMAX 2.0) a ser especificada no IEEE 802.16m.

Há uma expectative que até meados da próxima década, sistemas baseados em OFDMA, como o LTE, atinjam uma grande porcentagem dos assinantes – mas deve ser somente no fim da década, ou mesmo depois, que qualquer sistema IMT-Advanced atinga uma ampla base de assinantes.

Desnecessário dizer que fornecedores e operadoras tentarão valorizar e melhorar os atuais sistemas OFDMA, como LTE e WiMAX, para que alcancem os requerimentos do IMT-Advanced e as futuras demandas dos clientes de banda larga móvel.
“O espectro é o oxigênio necessário para abastecer o bem-sucedido desenvolvimento do LTE, portanto o sucesso depende de as operadoras ao redor do mundo conseguirem mais espectro”, afirma o presidente da 3G Americas.

“No entanto, o LTE será lançado em 2010 e 2011 para responder às demandas do mercado na próxima década. Consequentemente, operadores devem implantar redes 4G IMT-Advanced utilizando tecnologia LTE-Advanced.”, conclui o presidente da 3G Americas.

FONTE:
Engº Zenon Lopes Rodrigues
Consultor e Gerente de Projeto
Rede Estadual de Inclusão Digital - REID MS
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Outdoor com wi-fi é instalado em Porto Alegre

Empresa gaúcha instalou em Porto Alegre (RS) um outdoor wi-fi. A novidade é a forma que a agência digital W3haus encontrou para divulgar seu trabalho. O sistema permite acesso gratuito à rede sem fio por qualquer pessoa que esteja passando pelo outdoor. A internet abrange uma área de até 50 metros.
A idéia é uma tentativa da empresa de realizar um anúncio publicitário interativo. A peça está instalada na Avenida Independência, ponto movimentado na cidade, mas será movida para outras regiões da capital gaúcha nas próximas semanas.
Para colocar o projeto em prática, a W3haus utilizou um roteador 3G junto ao outdoor. O equipamento está localizado em ambiente que protegido da chuva e de possíveis furtos, apenas um fio da rede elétrica foi puxado.